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Manifesto Compart Veg “Dar as Mãos a Quem Alimenta o Mundo”

A agricultura é uma das principais atividades no mundo e a grande responsável pela sobrevivência da população. Todos precisam se alimentar e cada vez menos pessoas se interessam por produzir o alimento, dada à dificuldade do trabalho no campo, às extensas e complexas exigências legais, ao alto risco e à crescente necessidade de investimento em tecnologia de cultivo. Mesmo diante deste cenário, ainda nos deparamos com situações que colocam o produtor rural como vilão no âmbito social, econômico, cultural e ambiental.

Por outro lado, a fome é uma realidade que assombra a nossa consciência. Ela está ligada a diversas questões, inclusive bélicas. São milhares de pessoas morrendo diariamente à mingua do alimento e uma sociedade armada para tornar cada vez mais complicada a vida de quem produz.

A atividade agrícola cobre de verde o globo terrestre e ajuda a promover um clima mais ameno, a preservação das áreas nativas ou reflorestadas fica a cargo do produtor rural, com pouca ou nenhuma ajuda da sociedade que desfruta de tal preservação. São inúmeros hectares que refletem um capital imobilizado e que dificilmente podem gerar frutos ao agricultor. Novamente, é o produtor rural que paga a conta. Não queremos em absoluto que inexistam áreas de preservação, o que precisamos é dividir a conta desse encargo.

O alimento migra do campo para a mesa dos consumidores, in natura ou industrializado, em um movimento constante como o sistema circulatório, mesmo com todas as barreiras da árdua tarefa logística em nossas estradas. Todos os envolvidos na cadeia agrícola participam em alimentar o mundo e contribuem de forma distinta para que cada grão, fruto ou folha chegue até nós, e o que estamos devolvendo?

Chega o momento de quebrar o paradigma de demonização da cadeia agrícola e de dar as mãos a ela. A realidade atual é bem distinta, são cobranças por volume, qualidade, variedade. Tem o clima que castiga. Tem a fiscalização que não permite que o agricultor traga consigo em sua lida diária os filhos, está impedido de viver a história que passou ao lado de seus pais e avós. Sim, a criança deve priorizar a atividade estudantil, mas quem queremos formar? Pessoas que amem trabalhar certamente. Considerando que boa parte da produção agrícola vem da agricultura familiar, notamos o quão importante é preservar a cultura do trabalho no campo. É claro que não queremos que as crianças sejam expostas ao risco e da mesma forma seus pais não o fariam.

Vamos mobilizar o brasil e o mundo na luta pela preservação da cadeia agrícola, trazer orgulho para quem alimenta, oferecer tudo o que estiver ao nosso alcance.

São milhões de produtores, milhares de indústrias e serviços de alimentação, outros tantos distribuidores, representantes e varejistas, bem como prestadores de serviço e indústrias de implementos, sementes, agroquímicos e distribuidores de produtos agrícolas que estão à mercê de um mercado cada vez mais exigente, são cobrados diariamente por todos os lados. Quem pode ajudar? Todos nós. Não precisamos mais de exigências, fiscalizações excessivas, precisamos modernizar o entendimento sobre o trabalho em todas as esferas. Precisamos investir em sensibilização que vem através do conhecimento. É hora de semear bons exemplos, plantar a paixão pelo que fazemos, irrigar mentes e corações, colher e distribuir conhecimento e compartilhar bons frutos.

De agora em diante, para todo o sempre, vamos DAR AS MÃOS A QUEM ALIMENTA O MUNDO.


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